O que conseguimos graças ao seu apoio

Protesto de indígenas do povo dos Munduruku Munduruku no Brasil impedem usina hidrelétrica na floresta tropical (© Aaron Vincent Elkaim)

10 de jan de 2017

Muitas pessoas perguntam-nos: “O vosso trabalho tem um efeito? Vocês têm êxito contra aqueles que destroem as florestas e a natureza?” A nossa resposta: Sim! As assinaturas de todos vocês nas petições são eficazes. Sim, os nossos parceiros muito ativos conseguem vitórias na luta pela nossa natureza.

Muitas vezes, temos sucesso com as nossas petições. Assim, as 265 mil assinaturas contribuiram para a proibição do comércio internacional com pangolins. No Chile, a luta contra um projeto portuário, que destruiria o habitat de milhares de pinguins, teve os seus primeiros resultados positivos.

Mas muitas vezes, os êxitos não se mostram de forma direta. Algumas petições só alcançam o seu objetivo depois de meses ou anos. Assim, os protestos a nível mundial levam para que, no Brasil, a construção da usina hidrelétrica São Luiz do Tapajós na floresta dos Munduruku foi parada. E graças à nossa petição com 245 mil assinaturas, os políticos na Europa sabem que eles têm que fazer mais contra o comércio com marfim.

Nem só as vossas assinaturas contribuem para proteger o meio ambiente, mas também as doações. Aqui uma pequena escolha de projetos encorajadores dos nossos parceiros na Ásia, África e América Latina:

Na Nigéria, os Ekuri defendem a floresta tropical contra um projeto de construção de uma estrada. Eles formaram uma aliança de várias aldeias e tornaram o projeto conhecido a nível internacional. Agora, Martins Egot treina guardas ecológicas para proteger a floresta.

Na Malásia, o defensor do meio ambiente Matek Geram recolhe provas contrs as empresas de óleo de palma que roubam as terras da população local para estabelecer plantações. Já levou várias empresas a tribunal e venceu muitos processos.

No Peru, os nosso parceiros compram parcelas florestais e colocam-nas sob proteção. Já protegeram mais que 200 hectares. Com a compra, eles querem evitar que uma empresa de cacau adquira cada vez mais áreas de floresta tropical e desmata-as para plantações. Com um projeto de permacultura, os agricultores geram renda sem destruir a floresta tropical.

Na Libéria, primatólogos da equipe de Christophe Boesch querem fundar um parque nacional. Centenas de chimpanzés vivem neste paraíso de uma área de mais de 100 mil hectares.

Na Indonésia, o guarda-florestal Bazuki planta inúmeras mudas para que a floresta destruída dos orangotangos em Bornéu possa crescer novamente. Fogos postos tinham queimado vastas áreas florestais. Os nossos parceiros Feri e Nordim lutam contra empresas de óleo de palma sem cessar. Em Sulawesi, a rede JATAM conseguiu que 250 empresas mineiras tivessem que fechar.

O nosso trabalho contribui para gerar mais consciência de como o estilo de vida no Norte Global destrói a floresta tropical, sobretudo em relação ao óleo de palma, à soja para a pecuária intensiva, bem como à extração de ouro, alumínio e madeira tropical. A discussão pública sobre a política desastrosa de biocombustível da União Europeia é o mérito das organizações ambientalistas e de direitos humanos. Estes êxitos foram possibilitados graças ao vosso apoio!