Chega de biodiesel e óleo de palma! Salvem os orangotangos!

Como a EU manda misturar biocombustíveis à gasolina, abastecemos com óleo de colza ou palma, trigo ou beterraba. Seu cultivo causa enormes danos ambientais. Por causa do óleo de palma, a população de orangotangos em Bornéu sofreu um decréscimo de 100.000 animais. Agora, a UE vai definir como fica a política de bioenergia.

Apelo

Para: Comissão, Parlamento e Conselho da EU e aos 28 Governos dos Países-Membros

Biocombustível é o caminho errado e precisa ser tirado do trânsito.

Abrir a petição

As florestas tropicais da Terra são liquidadas para liberar espaço para o etanol e o biodiesel. Com isso, enormes quantidades de carbono vazam para a atmosfera.

A estes resultados também chegaram os estudos encomendados pela UE. O biodiesel do óleo de palma causa três vezes mais emissões danosas ao clima do que o diesel do petróleo. Também o biodiesel de colza e soja tem um balanço negativo no clima.

A área de cultivo para fornecer biocombustível à EU corresponde, com 8,8 milhões de hectares, à área da Áustria. Dois terços disso ficam fora da UE. No sudoeste asiático, essas plantações de óleo de palma são de 2,1 milhões de hectares, segundo o estudo da UE.

Lá, orangotangos, tigres e rinocerontes perdem seu habitat. Elefantes em busca de comida perecem nas plantações com os venenos lá usados. Em Bornéu, a população de orangotangos sofreu um decréscimo de 100.000 exemplares em apenas 16 anos.

Em 2016, foram queimados 22 bilhões de litros de biocombustível pelos veículos a motor nos 28 países da UE. Pelos planos da Comissão, esses alimentos processados em etanol e biodiesel deverão continuar abastecendo tanques de carros.

Em 2017, o Parlamento europeu já decidiu, por massiva maioria, a parar com as importações de óleo de palma e com a produção de biocombustível a partir do óleo de plantas cultivadas em áreas desmatadas. Da Comissão Européia, exigiu-se que ela proíba a utilização de óleo de palma em combustível, o mais tardar até o ano de 2020.

Nós temos agora a chance de acabar com essa fatal mistura de biocombustível. Atualmente, a Comissão, o Parlamento e o Conselho estão negociando para definir a política de biocombustível até o ano de 2030. Por favor, assine a nossa petição.

Mais informações

Pano de fundo

Dados de produção e consumo de biodiesel (FAME = abreviação inglesa para éster metílico de ácido graxo), biocombustível de óleo vegetal hidratado (HVO diesel) e etanol na UE

1. Biodiesel (FAME) e HVO Diesel na UE em bilhões de litros por ano (2016)
Produção 14,7
Das quais HVO-Diesel 2,4
Consumo 14,9

Matéria prima para biodiesel (FAME) e HVO-Diesel em milhões de toneladas por ano (2016)
Óleo de colza 6,1
Óleo de palma 2,4
Gordura de cozinha usada (UCO) 2,4
Gordura animal 1,1
Óleo de soja 0,6
Outros óleos (óleo de pinho, gorduras saturadas) 0,4
Óleo de girassol 0,01
Outros óleos vegetais 0,3

2. Etanol na UE em bilhões de litros por ano (2016)
Produção 6,0
Consumo 6,8

Matérias primas para produção de etanol em milhões de toneladas por ano (2016)
Cana de açúcar 8,8
Milho 5,4
Trigo 4,0
Triticale (Cruzamento entre trigo e centeio) 0,7
Centeio 0,6
Cevada 0,5
Celulose (Madeira, etc.) 0,2

Fonte: USDA, 6-2017: EU Biofuels Annual 2017: https://gain.fas.usda.gov/Recent%20GAIN%20Publications/Biofuels%20Annual_The%20Hague_EU-28_6-19-2017.pdf

Mais informações:

Cerology, Sept. 2017. Thought for food - A review of the interaction between biofuel consumption and food markets: https://www.transportenvironment.org/sites/te/files/publications/Cerulogy_Thought-for-food_September2017.pdf

Carta

Para: Comissão, Parlamento e Conselho da EU e aos 28 Governos dos Países-Membros

Exmos. Sres.

Os países-membros da UE consomem cerca de 22 bilhões de litros de biocombustível no trânsito nas ruas. Tendo em vista os milhões de pessoas que sofrem de fome ou de subnutrição, o processamento de óleos vegetais, milho e trigo em biocombustíveis é, ademais, altamente discutível.

A imensa área que essas monoculturas necessitam aniquila a biodiversidade, comprimindo ecossistemas únicos como as florestas tropicais úmidas.

Particularmente graves são as importações de óleo de palma. As plantações industriais de óleo de palma espalham-se globalmente ao custo dessas florestas. Elas liquidam a biodiversidade e expulsam os nativos de suas terras.

Também os estudos científicos encomendados pela UE concluíram que o biodiesel do óleo de palma causa emissões três vezes mais danosas para o clima do que o diesel petrolífero. Mas também o biocombustível de soja e de óleo de colza tem um balanço climático negativo.

Ambientalistas, ativistas de direitos humanos, cientistas, especialistas em desenvolvimento, organizações internacionais como as Nações Unidas (ONU) e OECD, bem como milhares de cidadãos de todo o mundo exigem que a UE ponha um fim à sua danosa política de biocombustível.

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