Pare a APP, a gigante brutal de papel e celulose da Indonesia!

Elefantes tomam banho no rio Elefantes tomam banho no rio (© vincentraal - CC BY-SA 2.0)

Durante anos, a gigante de papel indonésia APP tem destruído florestas e regularmente violado os direitos da população local. A empresa recentemente piorou ainda mais nesse aspecto. As ONGs estão pedindo aos clientes e investidores que parem de fazer negócios com a APP até que ela reveja suas práticas.

Apelo

Para: investidores e clientes da APP

“ONGs ambientais e de direitos humanos fizeram sérias acusações contra a APP. Pedimos as industrias que parem de fazer negócios com a empresa de papel.”

Abrir a petição

Para atender à demanda crescente, as empresas de papel e celulose estão desmatando florestas tropicais e transformando as terras em plantações industriais de acácias. A indústria está deste modo desempenhando um papel importante na destruição das florestas tropicais, especialmente na ilha indonésia de Sumatra. Essas empresas não se abstém de usar a violência, intimidação e outras ações ilegais contra a população local. 

A Asia Pulp & Paper (APP), uma gigante compania de papel da Indonésia, é um dos maiores produtores mundiais. Em 4 de março, PT Wirakarya Sakti (WKS), um produtor de celulose afiliado à APP, usou um drone para pulverizar herbicida nos campos pertencentes à aldeia Lubuk Mandarsah, destruindo os meios de subsistência e os alimentos dos moradores. A APP nega a acusação. 

A pulverização não é um incidente isolado: existem muitos casos de conflitos entre as plantações da APP ou fornecedores da APP e a população local. ONGs indonésias e a Rede de Papel Ambiental (Environmental Paper Network) documentaram 107 conflitos envolvendo nada menos que 350.000 hectares de terras.

Desde 2013, a APP promete que irá respeitar os direitos das populações locais, implementar o princípio do Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI) e resolver conflitos sociais. Em outubro de 2019, a APP alegou que estava trabalhando na resolução de quase metade dos conflitos em que está envolvida. 

Mas mesmo depois de sete anos, a intimidação e a violência ainda continuam, com o desmatamento gerando novas ondas de violência.  

90 organizações ambientais e de direitos humanos estão pedindo a clientes e investidores que parem de fazer negócios com a APP, suas subsidiárias e fornecedores até que a empresa faça melhorias radicais em toda a sua cadeia de produção. Por favor, apoie essas demandas com sua assinatura. 

Mais informações

Carta aberta da sociedade civil sobre a violação recorrente dos direitos à terra dos agricultores em Jambi, Indonésia, pela APP  

15 de maio de 2020 

Prezado/a Senhor/a,  

Estamos entrando em contato para reportar a destruição dos recursos alimentares da comunidade na vila de Lubuk Mandarsah, Tebo Regency da Província de Jambi na Indonésia, cometida pelo PT. Wira Karya Sakti (WKS). A WKS é uma produtora de madeira para celulose industrial afiliada à Asia Pulp and Paper Sinar Mas (APP Sinar Mas), uma das principais empresas de celulose da Indonésia. Na manhã de 4 de março de 2020, um drone espalhou veneno nas seringueiras, vegetais e palmeiras da comunidade. Esta é a maneira como a PT Wirakarya Sakti resolveu seu conflito com a comunidade local: colocando em risco a segurança de seus meios de subsistência e alimentos no meio da crise da Covid-19. 

Esta não é a primeira violação pela WKS. Em 2015, uma líder do síndicato da agricultura, Indra Pelani, envolvida na proteção de terras comunitárias, foi brutalmente assassinada pela segurança da WKS. 

Em novembro de 2019, a equipe de segurança da PT Arara Abadi, outra fornecedora da APP, prendeu Pak Bongku, membro da tribo indígena Sakai, por plantar mandioca doce em sua terra ancestral reivindicada pela empresa. 

Em áreas de interesse dos gigantes da celulose e do papel da Indonésia para o desenvolvimento de seus negócios, os conflitos sociais que duram uma ou duas décadas podem se intensificar. 

Os gigantes indonésios do papel prometeram repetidamente uma resolução justa para todos os conflitos sociais gerados na região, mas agora eles parecem terem voltado à sua atitude original, lidando com os conflitos usando intimidação, violência e abusos. 

Essa atitude não só é errada, mas pode se tornar perigosa e escalar a violência, considerando a escala desses conflitos: um mapeamento abrangente feito pela EPN, junto com uma união de ONGs indonésias, revelou que afiliadas e fornecedores da APP estão envolvidas em conflitos com 107 comunidades na Indonésia, envolvendo cerca de 350.000 hectares de terras disputadas. 

Em reação ao comportamento da PT.WKS em relação às comunidades locais e para evitar que isso aconteça novamente, pedimos aos compradores e instituições financeiras que tomem as seguintes ações:  

● NÃO façam negócios com a APP, suas marcas e/ou empresas afiliadas, até que seja provado e verificado que a APP fez mudanças radicais em seus negócios. Os abusos cometidos na comunidade Lubuk Mandarsah, bem como a repressão contra a comunidade tradicional Sakai, são evidências claras do fracasso da APP em resolver seus conflitos sociais e respeitar os direitos da comunidade, apesar de sua promessa em fazê-lo estar incluído em sua Política de Conservação Florestal. Este também é um dos motivos pelos quais as ONGs continuam questionando a alegação da APP de que, desde outubro de 2019, estão no caminho certo para resolver cerca de 49% dos conflitos com suas concessões e fornecedores. 

● Nós, organizações indonésias e internacionais, encorajamos compradores e investidores a evitar marcas e papéis relacionados à APP, Sinar Mas, Paper Excellence e suas empresas irmãs controladas pelo proprietário da APP, a família Widjaya. 

 Esperamos que todas as partes que estão conduzindo ou planejando negócios com a APP possam assumir uma posição forte e imediata dado o último incidente. Agradecemos antecipadamente por seu apoio e cooperação. 

Atenciosamente, 

 ARA (Alemanha), Atap Hijau Indonésia -Lampung (Indonésia), Auriga Nusantara (Indonésia), Australian Forest & Climate Alliance (Austrália), Bahtera Alam, Riau (Indonésia), BankTrack (Holanda), Beranda Perempuan (Indonésia), Blue Dalian (China), BOS (Alemanha), Canopy (Canadá), China Environmental Paper Network (China), Conservatree (EUA), Denkhaus Bremen (Alemanha), Dogwood Alliance (EUA), Earthqualizer, Bogor (Indonésia), Edo Rakhman, WALHI Nasional (Indonésia), G-cinDe Jambi (Indonésia), Environment East Gippsland inc (Austrália), Environmental Paper Network (International), Eyes on the Forest, Riau (Indonésia), Perkumpulan Hijau Jambi (Indonésia), FERN (Bélgica) , FoE US (EUA), Forest Peoples Program (UK), Forum Ökologie & Papier, (Alemanha), Forum Umwelt und Entwicklung (Alemanha), Yayasan PUSAKA Bentala Rakyat (Indonésia), Friends of the Earth (Finlândia), Friends of the Earth Western Australia (Austrália), Friends of the Siberian Forests (Russia), Gemawan -West Kalimantan (Indon esia), Gippsland Environment Group (Austrália), Glen Eira Environment Group Inc (Austrália), Global Forest Coalition (internacional), Goongerah Environment Group (Austrália), Greenpeace Sudeste Asiático (Indonésia), HaKI South Sumatra (Indonésia), KPKA Rimba Negri (Indonésia), Yayasan Mitra Insani -Riau (Indonésia), INSPERA (Indonésia), Yayasan Keadilan Rakyat (Indonésia), Japan Tropical Forest Action Network - JATAN (Japão), Jikalahari, Riau (Indonésia), JMGR Riau (Indonésia) , JMGS South Sumatra (Indonésia), Kaliptra Andalas Riau (Indonésia), Kanopi Hijau Indonésia -Aceh (Indonésia), Kanopi Hijau Indonésia -Bengkulu (Indonésia), Green of Borneo, Kalimantan (Indonésia), KKI WARSI -Jambi (Indonésia), KPA Regional Jambi (Indonésia), KSPPM North Sumatra (Indonésia), Perkumpulan Layung, West Kalimantan (Indonésia), LBH Padang (Indonésia), LBH Pekanbaru (Indonésia), Lembaga Bantuan Hukum Palembang, South Sumatra (Indonésia), Lingkar Hijau Pesisir - Riau (Indonésia), Linkar Borneo -West Kaliman tan (Indonésia), LPESM Riau (Indonésia), Milieudefensie (Holanda), Perkumpulan Lingkar Hijau, South Sumatra (Indonésia), Perkumpulan Nurani Perempuan -East Kalimantan (Indonésia), Perkumpulan SALIM, South Sumatra (Indonésia), PINUS South Sumatra ( Indonésia), Pro Regenwald (Alemanha), Quercus (Portugal), Rainforest Action Network –RAN (EUA), Rainforest Rescue (Alemanha), Perkumpulan Walestra (Indonésia), Robin Wood (Alemanha), Scholar Tree Alliance (China), Serikat Hijau Indonésia -Sumatra do Sul (Indonésia), Serikat Petani Tebo, Jambi (Indonésia), (Indonésia), Snow Alliance (China), South East Region Conservation Alliance Srikandi Lestari - North Sumatra (Indonésia), Swandiri Institut, West Kalimantan (Indonésia), Terra ! (Itália), TUK Indonésia (Indonésia), Urgewald (Alemanha), Lembaga Studi dan Advokasi Masyarakat (Indonésia), Walhi Bangka Belitung (Indonésia), Walhi East Kalimantan (Indonésia), Walhi Jambi (Indonésia), WALHI Riau (Indonésia), Walhi South Sumatra (Indonésia), Water Justice and Gender (Peru), Woods & Wayside International, Yayasan Masyarakat Kehutanan Lestari (Indonésia), Yayasan Sumpit -South Kalimantan (Indonésia) 

 Mais Informações 

● A ação da  PT.WKS de pulverizar veneno usando drones, não só pode prejudicar a segurança alimentar da comunidade, mas também pode ameaçar as vidas das comunidades vizinhas, incluindo crianças e bebês, já que os jardins também são o lugar onde as famílias e crianças socializam e brincam. 

● Baseado em informações da comunidade local e investigação WALHI Jambi, antes do envenenamento perpetrado por um grupo de oficiais da WKS, alguns membros da comunidade que tentaram interromper a atividade da empresa na área de conflito pacificamente foram intimidados e expulsos pela segurança da PT.WKS. 

● O APP continua violando seu próprio protocolo de resolução de conflitos. Em 2013, a APP se comprometeu a resolver conflitos sociais por meio do diálogo e implementar o procedimento de CLPI para todas as novas atividades que potencialmente afetariam as comunidades. Em vez disso, a empresa envenenou os campos, ameaçou os aldeões e, por fim, os denunciou à polícia. Além disso, na sequência do relatório do PT.WKS em 11 de março de 2020, um membro da comunidade recebeu um aviso de presença da Polícia do Tebo Resort. 

● A aldeia de Lubuk Mandarsah em Jambi é uma das aldeias identificadas no relatório da união de ONGs como uma área de conflito ativo entre o PT.WKS e a comunidade. O relatório publicado em outubro de 2019 afirmou que houve 107 conflitos ativos e 600 conflitos potenciais envolvendo a APP na Indonésia. Os conflitos na área de Lubuk Mandarsah ocorrem desde o início de 2006. Vários processos ocorreram desde 2013, mas WKS e APP são muito lentos e não respondem ativamente e/ou não se envolvem com as demandas da comunidade. 

 

Civil Society Open Letter About APP’s Recurrent Violation of Farmers’ Land Rights in Jambi, Indonesia

Civil Society Open Letter About APP’s Recurrent Violation of Farmers’ Land Rights in Jambi, Indonesia

15 May 2020

Dear Madam/Sir,

We are contacting you about the destruction of community food resources in the village of Lubuk Mandarsah, Tebo Regency, Jambi Province, Indonesia, perpetrated by PT. Wira Karya Sakti (WKS). WKS is an industrial pulpwood producer affiliated with Asia Pulp and Paper Sinar Mas (APP Sinar Mas), one of Indonesian main pulp companies. On the morning of 4 March 2020, a drone sprayed poison on the community’s rubber trees, vegetables, and palm trees. This is the way PT Wirakarya Sakti resolved its conflict with the local community: by jeopardising the safety of their food and livelihood in the middle of the Covid-19 crisis.

This is not the first violation by WKS. In 2015, a farmer union leader, Indra Pelani, engaged in protecting community land, was brutally killed by WKS security.

Back in November 2019, the security team of PT Arara Abadi, another APP supplier, had arrested Pak Bongku, a member of the Sakai indigenous people, for planting sweet cassava in his ancestral land claimed by the company.

In areas sought by Indonesian pulp and paper giants for their business development, social conflicts that lasted one or two decades may intensify.

Indonesian paper giants repeatedly promised a fair resolution to all their social conflicts in the region, but now they seem to go back to their original attitude, dealing with conflicts using intimidation, violence and abuses.

This attitude is not only wrong, but may become dangerous and escalate violence, considering the scale of these conflicts:a comprehensive mapping done by EPN, together with a coalition of Indonesian NGOs, revealed that APP’s affiliates or suppliers are involved in conflicts with 107 communities in Indonesia, involving around 350,000 ha of disputed land.

In reaction to PT. WKS’s behavior towards local communities, and to prevent this from happening again, we urge buyers and financial institutions to take the following actions:

● NOT to do business with APP, its brands and / or affiliated companies, until it is proven and verified that APP has made radical changes across their business. The abuses committed in the Lubuk Mandarsah community, as well as the repression against the Sakai traditional community, are clear evidence of APP’s failure to resolve their social conflicts and respect community rights, despite their commitment to do so included in their Forest Conservation Policy. This is also one reason why NGOs keep questioning APP's claim that, as of October 2019, they are on track to resolve about 49% of their conflicts with their concessions and suppliers.

● We, Indonesian and international organizations, encourage buyers and investors to avoid brands and papers linked to APP, Sinar Mas, Paper Excellence and their sister companies controlled by APP’s owner, the Widjaya family.

We hope all parties conducting business with APP, or planning to, will be able to take a strong position immediately in relation to the latest incident. We thank you in advance for your support and cooperation.

Sincerely,

ARA (Germany), Atap Hijau Indonesia -Lampung (Indonesia), Auriga Nusantara (Indonesia), Australian Forest & Climate Alliance (Australia), Bahtera Alam, Riau (Indonesia), BankTrack (The Netherlands), Beranda Perempuan (Indonesia), Blue Dalian (China), BOS (Germany), Canopy (Canada), China Environmental Paper Network (China), Conservatree (USA), Denkhaus Bremen (Germany), Dogwood Alliance (USA), Earthqualizer, Bogor (Indonesia), Edo Rakhman, WALHI Nasional (Indonesia), G-cinDe Jambi (Indonesia), Environment East Gippsland inc (Australia), Environmental Paper Network (International), Eyes on the Forest, Riau (Indonesia), Perkumpulan Hijau Jambi (Indonesia), FERN (Belgium), FoE US (USA), Forest Peoples Programme (UK), Forum Ökologie & Papier, (Germany), Forum Umwelt und Entwicklung (Germany), Yayasan PUSAKA Bentala Rakyat (Indonesia), Friends of the Earth (Finland), Friends of the Earth Western Australia (Australia), Friends of the Siberian Forests (Russia), Gemawan -West Kalimantan (Indonesia), Gippsland Environment Group (Australia), Glen Eira Environment Group Inc (Australia), Global Forest Coalition (international), Goongerah Environment Group (Australia), Greenpeace South-East Asia (Indonesia), HaKI South Sumatra (Indonesia), KPKA Rimba Negri (Indonesia), Yayasan Mitra Insani -Riau (Indonesia), INSPERA (Indonesia), Yayasan Keadilan Rakyat (Indonesia), Japan Tropical Forest Action Network –JATAN (Japan), Jikalahari, Riau (Indonesia), JMGR Riau (Indonesia), JMGS South Sumatra (Indonesia), Kaliptra Andalas Riau (Indonesia), Kanopi Hijau Indonesia -Aceh (Indonesia), Kanopi Hijau Indonesia -Bengkulu (Indonesia), Green of Borneo, Kalimantan (Indonesia), KKI WARSI -Jambi (Indonesia), KPA Regional Jambi (Indonesia), KSPPM North Sumatra (Indonesia), Perkumpulan Layung,West Kalimantan (Indonesia), LBH Padang (Indonesia), LBH Pekanbaru (Indonesia), Lembaga Bantuan Hukum Palembang, South Sumatra (Indonesia), Lingkar Hijau Pesisir -Riau (Indonesia), Linkar Borneo -West Kalimantan(Indonesia), LPESM Riau (Indonesia), Milieudefensie (The Netherlands), Perkumpulan Lingkar Hijau, South Sumatra (Indonesia), Perkumpulan Nurani Perempuan -East Kalimantan (Indonesia), Perkumpulan SALIM, South Sumatra (Indonesia), PINUS South Sumatra (Indonesia), Pro Regenwald (Germany),Quercus (Portugal), Rainforest Action Network –RAN (USA), Rainforest Rescue (Germany), Perkumpulan Walestra (Indonesia), Robin Wood (Germany),Scholar Tree Alliance (China), Serikat Hijau Indonesia -SouthSumatra (Indonesia), Serikat Petani Tebo, Jambi (Indonesia), (Indonesia), Snow Alliance (China), South East Region Conservation Alliance Srikandi Lestari -North Sumatra (Indonesia), Swandiri Institut, West Kalimantan (Indonesia), Terra! (Italy),TUK Indonesia (Indonesia), Urgewald (Germany), Lembaga Studi dan Advokasi Masyarakat (Indonesia), Walhi Bangka Belitung (Indonesia), Walhi East Kalimantan (Indonesia), Walhi Jambi (Indonesia), WALHI Riau (Indonesia), Walhi South Sumatra (Indonesia), Water Justice and Gender (Peru), Woods & Wayside International,Yayasan Masyarakat Kehutanan Lestari (Indonesia), Yayasan Sumpit -South Kalimantan (Indonesia)

Background information

● PT. WKS’ action of spraying poison by using drones, not only can damage community food security, but can also threaten the lives of the surrounding communities, including children and infants, as gardens are also the place where families and children socialize and play.

● Based on local community information and WALHI Jambi investigation, prior to the poisoning carried out by a group WKS officers, some community members who tried to peacefully stop the company activity in the conflict area, were intimidated and expelled by PT. WKS security officers.

● APP keeps violating its own conflict resolution protocol. In 2013 APP committed to resolve social conflicts by dialogue and to implement the FPIC procedure for all new activities that potentially would affect the communities. Instead the company poisoned the fields, threatened the villagers, and finally reported them to the police. Furthermore, following the report from PT. WKS on March 11, 2020, one community member received an attendance notice from the Tebo Resort Police.

● The village of Lubuk Mandarsah in Jambi is one of the villages identified in the NGO coalition report as an active conflict area between PT. WKS and the community. The report published in October 2019 stated that there have been 107 active conflicts and 600s potential conflicts involving APP in Indonesia. Conflicts in the Lubuk Mandarsah area have occurred since the early 2006. There have been several processes that have taken place since 2013, but WKS and APP are very slow and do not actively respond to and/or engage with community demands

Carta

Para: investidores e clientes da APP

Senhoras e senhores, 

Sua empresa é uma investidora da Asia Pulp & Paper (APP), com sede na Indonésia, ou é compradora de seus produtos.
 
A APP enfrenta inúmeras acusações de destruição da floresta tropical e violação dos direitos da população local. 

A acusação mais recente contra eles é que em 4 de março, PT Wirakarya Sakti (WKS), um produtor de madeira para celulose afiliado à APP, usou um drone para pulverizar herbicida nas seringueiras e plantações de alimentos da aldeia Lubuk Mandarsah, destruindo os meios de subsistência dos moradores . 

WKS, que adquiriu a terra para uma plantação de acácia, nega a acusação. No entanto, em vista das práticas anteriores da APP e suas reações aos abusos, isso deve ser visto com ceticismo. 
Tememos que a natureza e a população local continuem sofrendo nas mãos da APP. 
90 organizações ambientais e de direitos humanos estão pedindo aos clientes e investidores que parem de fazer negócios com a APP, suas subsidiárias e fornecedores até que a empresa faça melhorias radicais em sua cadeia de produção inteira. 

Solicitamos que você aja de forma responsável nesse problema e encerre seu relacionamento comercial com a APP. 

Atenciosamente,

Esta petição está disponível, ainda, nas seguintes línguas:

136.661 participantes

Ajude-nos a atingir 150.000:

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