Créditos multimilionários da ONU para agro-combustíveis ameaçam o clima, florestas e populações
Uma Comissão das Nações Unidas decidiu que a soja, a palmeira de óleo e outras plantações para agro-combustíveis podem receber créditos de carbono através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). A indústria dos agro-combustíveis, já impulsionada pelas porcentagens obrigatórias, incentivos e subsídios estabelecidos pela UE e pelos EUA, pode de agora em diante também optar por centenas de milhões em subsídios adicionais. Assine a petição contra esta decisão que só causará mais fome, mais mudanças climáticas, mais desmatamento, mais apropriação da terra, mais esgotamento das águas e mais contaminação ambiental. (Início: 21.12.2009)
O Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, o Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região – Sinergia e Amigos da Terra Brasil estão promovendo o Seminário sobre os projetos de energia e suas conseqüências, em Cerro Negro / SC, nos dias 18 e 19 de novembro de 2009. O Seminário tem o objetivo de promover o debate sobre os projetos de energia e outros grandes projetos nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a partir das experiências acumuladas dos movimentos e na perspectiva da construção de um projeto popular para o Brasil.
Carta de Belém
Somos organizações e movimentos sócio-ambientais, trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e camponesa, agroextrativistas, quilombolas, organizações de mulheres, organizações populares urbanas, pescadores, estudantes, povos e comunidades tradicionais e povos originários que compartilham a luta contra o desmatamento e por justiça ambiental na Amazônia e no Brasil.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja. Do Rio Grande do Sul ao Norte e Nordeste do Brasil, o grão se espalhou, ganhou o chão e está mudando radicalmente a paisagem em diversos biomas. Os impactos que a expansão vem provocando são os temas dessa série de oito programas especiais da Rádio Nederland, com trinta minutos cada um. Cada programa é dividido em dois blocos de cerca de 15 minutos e pode ser retransmitido livremente pelas emissoras parceiras no Brasil.
BP prejudica o Cerrado do Brasil e ameaça a Floresta Tropical
El oso hormiguero vive en el Cerrado brasilero
A multinacional Ölmulti BP quer investir 4 milhões de Euros no Brasil, para produzir etanol a partir da cana-de-açúcar. A primeira fábrica de etanol já está em funcionamento desde o ano passado, uma segunda encontra-se em planejamento. Atualmente com o etanol, ganha-se muito dinheiro. Misturado em combustíveis para automóveis e, supostamente como um ‘‘Bio-álcool‘‘, ajuda no equilíbrio climático. Mas para isso, são necessárias gigantescas monoculturas de cana-de-açúcar que prejudicam o Cerrado do Brasil e ameaçam as Florestas Tropicais.
(Início: 30.09.2009)
Parem a expansão das plantações de monoculturas de árvores!
Monocultura de eucalipto
No próximo 21 de setembro, Dia Internacional Contra os Monocultivos de Árvores, organizações do mundo inteiro desenvolvem atividades em oposição à expansão de tais plantações. Para apoiar esta atividade, um grupo de pessoas produziu uma declaração pedindo a suspensão da expansão dos monocultivos de árvores, a qual será amplamente difundida neste dia aos órgãos nacionais e internacionais. Gostaríamos que a declaração tivesse o apoio da maior quantidade de pessoas possíveis, por isso convidamos- lhes a assiná-la. Se desejam apoiar a declaração, por favor escrevam para este endereço: 21sept@wrm.org.uy , incluindo seu nome, organização e país.
Costa Rica: Ameaça à Tartaruga-de-couro e ao seu habitat
Tartaruga-de-couro
É difícil de acreditar, porém o presidente Oscar Arias, ganhador do Prêmio Nóbel da Paz e promotor do famoso slogan ''Paz com a natureza'' ( por certo, constantemente criticado pelos ecologistas de seu país), propõem eliminar o Parque Nacional las Baulas, em Santa Cruz, Guanacaste. Lá vive a Tartaruga-de-couro, que encontra-se na lista das espécies ameaçadas de extinção. (Início: 29.08.2009)
Povos Indígenas contra a Transposição do Rio São Francisco
O projeto monstruoso do Governo Lula da Silva, a transposição do Rio São Francisco, não respeita os povos tradicionais e os povos indígenas. O Bispo de Barra (BA), Dom Luís Flavio Cappio, que fez greve de fome em 2007 contra a transposição, afirma que o projeto terá impactos ambientais, econômicos e também culturais. “A transposição do rio matará as culturas locais, inclusive a dos índios." E tudo só para ajudar o agronegócio, a monocultura da cana irrigada, da desastrosa criação de camarão em cativeiro e as grandes empreiteiras como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão. O Rio, o Cerrado, a Caatinga: a base da vida do nordeste está ameaçada. (Início: 25.05.2009)