Novas acusações pesadas contra Cargill

Dois jovens orangotangos brincando com um ramo Orangotangos não podem sobreviver nas plantações de óleo de palma

2 de ago de 2012

23 000 hectares de floresta tropical foram destruídas num santuário de orangotango para uma plantação de óleo de palma. A concessão é realizada por uma empresa de óleo de palma, que também fornece Cargill. Mesmo assim, o grupo confia em sua cadeia de abasteci­mento alegadamente sustentável. Mas vai ser dificil para Cargill refutar as acusações do relatório da organização ambiental EIA.

As organizações ambientais EIA (Environmental Investigation Agency) e RAN (Rainforest Action Network) impõem novas denúncias graves contra as empresas Cargill e Bunge. Ambas as empresas são acusadas de comprar óleo de palma duma empresa que construiu ilegalmente uma plantação na região Kalimantan Central (Bornéu, Indonésia). A subcontratante indonésia das duas corporações multinacionais, destruiu 23.000 hectares da floresta tropical onde moram orangotangos e secaram pântanos de turfa.

Em abril, Cargill escreveu num comunicado para Salve a Selva: "(...) nós não cultivamos em áreas com florestas de alto valor de conservação (High Conservation Value Forests –HCVF). Também não vamos criar novas plantações de óleo de palma em turfeiras, ou investir em áreas onde vivem espécies ameaçadas, como orangotangos e outros animais nativos. "

Cargill confirmou abastecimento de óleo de palma da companhia de desmatamento

EIA mostra num estudo como Cargill e Bunge estão envolvidos com parceiros indonésios que são responsáveis pela grande parte da degradação ambiental e violações das leis. Os dados do estudo são suportados com um filme, que documenta a destruição ambiental em Kalimantan Central. "Antes que PT SCP chegou aqui, havia muitas espécies selvagens. Orangotangos, macacos, crocodilos do rio, mas agora não sobra quase nada da floresta", diz uma testemunha . SCP faz parte do PT Best Agro International Group - uma das principais empresas de óleo de palma da Indonésia que comprovadamente vende óleo para Cargill e Bunge.

Diante da agência de notícias Reuters, Cargill confirmou em 2011 que o grupo recebe óleo de palma da empresa indonésia PT Best. Além disso, o grupo anunciou que iria parar as entregas, se houver provas de atos ilícitos do seu fornecedor. Mas o estudo e o filme não parecem ser suficiente para Cargill. O que mais eles precisam?

Filme (em Inglês) Testing the Law da EIA no Vimeo.