Sucessos alcançados graças ao seu apoio

Protesto de indígenas do povo dos Munduruku Mundurucus impedem construção de barragem na Amazônia (© Aaron Vincent Elkaim)

15 de set de 2017

Com freqüência, perguntam-nos: “O trabalho de vocês tem alguma serventia? Conseguem vitórias contra os destruidores das florestas e da natureza?”. Nossa resposta é sim. De fato, suas assinaturas ajudam-nos a chacoalhar alguma coisa. Sim, os nossos parceiros conseguem, sim, conservar a natureza.

Com freqüência, perguntam-nos: “O trabalho de vocês tem alguma serventia? Conseguem vitórias contra os destruidores das florestas e da natureza?”. Nossa resposta é sim. De fato, suas assinaturas ajudam-nos a chacoalhar alguma coisa. Sim, os nossos parceiros conseguem, sim, conservar a natureza.

Freqüentemente, alcançamos vitórias com as nossas petições públicas/abaixo-assinados, como nos seguintes casos:

- No estado federal de Sabah, na Malásia, impediu-se a construção de uma ponte que ameaçaria o habitat de 700 elefantes. O governo salientou que a crítica dos ambientalistas foi o que levou a essa decisão. Nós conseguimos colher 237.000 assinaturas;

- 265.000 assinaturas contribuíram para a proibição do comércio internacional de pangolins;

- no total, 357.000 assinaturas ajudaram a proteger o hábitat dos pinguins-de-humboldt, no Chile, de projetos de mineração;

- protesto internacional foi um dos motivos que levaram, no Brasil, à paralisação da construção de uma mega-usina hidrelétrica na floresta do povo mundurucu. Nós conseguimos ajudar com 196.000 assinaturas;

a. Paciência e ordem do dia

Nem sempre é possível enumerar, uma a uma, as vitórias que temos. Alguns abaixo-assinados, às vezes, só conseguem atingir seu objetivo depois de anos, ajudando a trazer o tema para a ordem do dia. Veja os seguintes exemplos:

- Foi também graças às nossas petições com 360.000 (!) assinaturas, até agora, que políticos europeus estão claramente cientes de que eles têm de fazer alguma coisa contra o comércio de marfim.

- Foi nossa campanha de anos que levou à impossibilidade de políticos invocarem desconhecimento quanto ao tema óleo de palma (no Brasil, mais conhecido como dendê) e biocombustível, se eles quiserem manter a sua política catastrófica. Conseguimos colher, até agora, 208.000 assinaturas na petição “Perigo de câncer com óleo de palma”. Fizemos duas petições com o tema “Óleo de palma no biocombustível”: colhemos, em uma delas, 330.000 assinaturas (!) e na outra, 269.000 assinaturas;

- Numerosas petições, sobretudo na Indonésia, fazem com que empresas monocultoras, comerciantes de óleo de palma e multinacionais como Unilever e o Deutsche Bank, volta e meia, tenham de se justificar perante tribunais ou até mesmo sejam derrotados em processos judiciais.

b. Suas doações ajudam

Não apenas as suas assinaturas contribuem para proteger a natureza, como também as suas doações. Adiante, uma pequena seleção de projetos encorajadores de nossos parceiros na Ásia, África e América Latina:

- na Nigéria, o povo Ekuri defende a floresta tropical de um projeto de construção rodoviário. Eles se uniram em uma aliança de numerosas aldeias, fazendo o protesto ficar internacionalmente conhecido. Agora, Martins Egot está formando guardas ecológicos, cujo objetivo é proteger a floresta. As 275.000 assinaturas colhidas até agora mostram ao governo do estado federal de Cross River que a comunidade internacional está de olho nele;

- na Malásia, o ambientalista Matek Geram coleta provas contra empresas de óleo de palma que roubam a terra dos aldeões, para lá cultivar a sua deletéria monocultura. Ele já levou numerosas firmas aos tribunais – e já ganhou vários processos;

- no Peru, nossos parceiros compram parcelas da floresta tropical, colocando-as sob proteção. Assim, eles já garantiram mais de 200 hectares. Com a compra, impede-se que uma empresa cacaueira adquira mais áreas de floresta para derrubá-la, substituindo-a pela monocultura. Usando projetos baseados na permacultura, os lavradores conseguem obter renda sem prejudicar a floresta;

- na Libéria, pesquisadores de chimpanzés trabalham com o Prof. Christophe Boesch na fundação de um parque nacional. Mais de cem mil primatas vivem nesse paraíso com área de mais de 100.000 hectares. Nós chamamos a atenção para os chimpanzés ameaçados – e, até agora, já conseguimos colher 100.000 assinaturas;

- na Indonésia, o engenheiro florestal Bazuki planta numerosas mudas, para que a floresta dos orangotangos em Kalimantan cresça de novo. Queimadas a destruíram. Nossos parceiros, Feri e Udin, combatem empresas de óleo de palma sem descanso. Em Sulawesi, a rede JATAM conseguiu fazer com 250 empresas de mineração tivessem que ser fechadas.

c. Aprofundar a consciência na Europa

O nosso trabalho contribui para aprofundar a consciência do quanto o nosso consumo destrói a floresta tropical. Concretamente, estamos falando do óleo de palma, da soja para a criação industrial de animais, obtenção de ouro, alumínio e de madeira tropical. Que hoje, na Europa, seja intensamente discutida a política de biocombustível da União Européia, é um mérito dos grupos de ambientalistas e organizações de direitos humanos.

É graças ao seu apoio que estas vitórias são possíveis.