Libéria: Presidente chama empresa de óleo de palma à razão

Quatro crianças jogando na floresta tropical Presidente chama empresa de óleo de palma à razão (© Vera Leinert)

17 de mar de 2014

Grande alegria entre a população rural da Libéria: a Presidente Ellen Johnson-Sirleaf toma partido por ela na luta contra as plantações de dendezeiros. No distrito de Grand Bassa os manifestantes foram espancados por agentes de polícia quando aqueles se opunham aos planos de expansão do conglomerado EPO. Agora a política chamou a empresa à razão.

Ellen Johnson-Sirleaf quer assegurar que a empresa Equatorial Palm Oil (EPO) estenda a sua área só com o consentimento explícito da população, portanto atualmente não vai poder alargar o seu território de maneira nenhuma. Além disso, a presidente quer reunir a população e a empresa para que discutam sobre o futuro dos campos de cultivo nos quais já foram plantados dendezeiros.

No Setembro passado, paramilitares da polícia libanesa tinham atacado os aldeões. Estes queriam impedir que a EPO meda a terra para novas plantações. Segundo a lei a empresa teria precisado do consentimento dos autóctones, mas simplesmente não se importou com as dúvidas deles. O conglomerado já cultiva dendezeiros em 5.600 hectares de terra.

Mike Collah, um porta-voz dos críticos, queixou-se naquele tempo do “tratamento desumano”. Segundo ele as promessas de novos poços assim como mais médicos e professores foram quebradas. Então o vice-presidente do senado, Gbehzohngar M. Findley, tentou acalmar os espíritos e falou de um mal-entendido. Agora ouviu a palavra de ordem da presidente.

“Isto é uma vitória para os autóctones, que asseguraram os direitos deles ao recurso mais valioso: a terra da qual eles vivem e que representa o patrimônio cultural deles”, diz Silas Kpanan Ayoung Siakor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável (SDI) da Libéria. Aparentemente, o governo está pronto a escutar o povo.

Johnson-Sirleaf quer fortalecer o poder da população civil também em outras partes do país. “Eu não estou interessada em semear as sementes para novos conflitos”, disse ela. Na opinião dela, a atração de investidores ao país tem sido um erro.