Austrália: o grito de socorro dos coalas

Uma mãe coala com seu bebê em uma árvore Para sobreviver, os coalas precisam de florestas intatas com diferentes tipos de eucalipto (© fotolia.com)
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Fim da petição: 19 de mai de 2014

Um coala grita em uma das últimas árvores. Cada ano, a indústria madeireira da Austrália abate milhares de hectares do espaço vital dos marsupiais. Agora, protetores dos animais alertam: muitos coalas são feridos ou mortos pelas máquinas de colheita. Por favor, assinem nossa carta ao governo australiano

Apelo

Para: governo australiano, governos dos Estados Queensland, New South Wales, Victoria e South Australia assim como os relativos serviços ambientais

Façam parar o desmatamento das florestas australianas, sua transformação em plantações e garantam que os coalas já não sejam feridos ou mortos

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Com máquinas automáticas de colheita a indústria madeireira abate as plantações de eucalipto na Austrália. Sem descanso, os monstros trabalham nas filas infinitas das monoculturas. Cerca de mil árvores caem por dia. Dentro de poucos segundos as árvores são serradas e desgalhadas e os troncos são amontoados.

Sempre de novo, os coalas também se tornam vítimas das máquinas. Como seu habitat, as matas virgens da Austrália, desaparecem rapidamente, muitos coalas não têm escolha senão viver nas plantações de eucalipto. Os lentos animais não podem fugir e agarram-se nas árvores até ao fim.

Agora alguns madeireiros alertaram a televisão australiana. Eles já não querem ver como os coalas morrem de forma atroz ou são feridos.

“Com que freqüência acontece isso?”, pergunta o repórter ao trabalhador na plantação. “Ás vezes cada par de horas, às vezes só uma vez por dia. E os animais feridos ficam aqui fora”, responde o homem. Na maioria das vezes, eles são simplesmente deixados ali até morrerem.

“Os animais têm membros quebrados, feridas abertas, fraturas na coluna vertebral, braços separados”, explica a protetora dos animais Tracey Wilson. Em centros veterinários, alguns dos coalas feridos são tratados e cuidados. Contudo, as próprias sociedades de plantações raramente chamam os ajudantes. As imagens dos coalas mortos e feridos não devem ser associados a elas.

Os donos das plantações remetem para o selo do Forest Stewardship Council (FSC). Desde 2006, as destrutivas plantações industriais possuem o certificado para “silvicultura responsável”. A morte dos animais protegidos não desempenha nenhum papel nos negócios que movimentam milhões, relata o repórter.

Os troncos partidos vão para as usinas de celulose e papel na China e no Japão. Por favor, escrevam ao governo australiano!

Mais informações

Cada dia, provavelmente dúzias de coalas morrem nas áreas de exploração madeireira e nas plantações, ninguém conhece a cifra exata. “Muitos coalas são mortos. Isto é um problema enorme com o qual os australianos deveriam preocupar-se”, declara a protetora dos animais Tracey Wilson.

A indústria madeireira, mas também a agricultura, as empresas mineiras e povoações exuberantes destroem o habitat dos coalas. O desmatamento das florestas naturais também foi certificado como sustentável pelo FSC, o selo serve para todos os negócios.

Há anos, defensores do meio ambiente e dos direitos dos animais lutam pela conservação dos espaços vitais dos coalas e pelo reconhecimento deles como uma espécie ameaçada. Aproximadamente entre 50 e 100 mil exemplares dos fofos animais somente continuam a viver em toda a Austrália, divididos em três subespécies locais. No início do século 19, ainda existiam vários milhões.

No ano passado, o governo federal em Queensland e New South Wales classificou os coalas como ameaçados. Porém, os coalas que vivem de forma isolada no extremo Sudeste da Austrália (Victoria e South Australia) foram excluídos e, portanto, não estão reconhecidos como ameaçados. Entre eles está também a única população dos coalas endêmicos nas montanhas de Strelecki/South Gippsland, os coalas Strzelecki (em inglês).

A televisão australiana filmou nas plantações da empresa Australian Blue Gum Plantations que explora 90 mil hectares de plantações de eucalipto. A empresa pertence ao Hedgefunds Global Forest Partners LP dos EUA, que possui mundialmente 600 mil hectares de tais monoculturas florestais.

Um estudo dos Amigos da Terra Austrália de Agosto de 2013: Forest Stewardship Council, Hancock Victorian Plantations and Rainforest Management under Smartwood Interim Standards Strzelecki Rainforest Case Study 2001 - 2013 

Carta

Para: governo australiano, governos dos Estados Queensland, New South Wales, Victoria e South Australia assim como os relativos serviços ambientais

Prezados senhores e senhoras,

eu estou perturbado pelo fato de que, segundo relatórios de protetores dos animais e da televisão australiana os coalas protegidos são gravemente feridos ou mortos nas plantações de eucalipto.

Como os animais lentos não podem fugir e se agarram nas árvores, sempre de novo tornam-se vítimas das máquinas para a colheita da madeira.

Forçados pela necessidade, muitos coalas vivem nas plantações de eucalipto, porque o seu espaço vital, as florestas naturais, foi destruído pela indústria madeireira. Mas as monoculturas monótonas não oferecem nenhum futuro aos animais.

Por isso, quero pedi-los urgentemente:

Façam parar o desmatamento das florestas australianas e a transformação delas em plantações industriais.
Garantam que os coalas já não sejam feridos ou mortos pela indústria madeireira.
Classifiquem os coalas como ameaçados em toda a Austrália e tomem todas as medidas necessárias para sua proteção.

Com os melhores cumprimentos,