URGENTE: Apagar o fogo já para manter a Amazônia viva!

Incêndio florestal no Brasil Incêndio no Brasil (© Istockphoto/Brasil2)

A notícia está rodando o mundo, as redes sociais não falam de outra coisa: a maior floresta do mundo, habitada por milhares de povos indígenas e reserva de biodiversidade, está sendo queimada. Por favor, precisamos do seu apoio. Assine a petição.

Apelo

Para: Mecanismos de proteção e funcionários das Nações Unidas para Povos Indígenas

A ONU precisa intervir para apagar o fogo e deter o etnocídio e a destruição total da Amazônia. Assine a petição.

Abrir a petição

No atual ritmo de incêndios, em breve a Amazônia chegará ao temido ponto sem volta (40% de desmatamento), a partir do qual ela perde sua função ecológica planetária. É preciso defender este tesouro.

Nos 9 países que compõem a Amazônia vivem milhares de comunidades indígenas, as quais, neste momento, lançam mensagens desesperadas pedindo apoio internacional e atenção da mídia. Elas precisam de uma resposta contundente em defesa da Amazônia.

Neste momento em que a Amazônia segue queimando, os incêndios já afetaram o Paraguai e a Bolívia. O céu de São Paulo ficou coberto de fumaça. Neste ano, o número de incêndios florestais no Brasil é recorde. Em vez de tomar atitudes para remediar a catástrofe, o Presidente do Brasil cria confusões com as bobagens que fala, negligenciando sua responsabilidade de Presidente. O que muitos já consideram uma “crise internacional”, para Bolsonaro é uma “questão interna”. Para ele, a culpa dos incêndios é das ONGs.

Enquanto isso, os incêndios na Amazônia ocupam as agendas de outros países sul-americanos e de instâncias internacionais, como o G-7, que vai se reunir neste final de semana. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, está “profundamente preocupado” com a questão.

Os povos amazônicos estão na primeira linha de defesa da Amazônia. Sua perda conduzirá, inevitavelmente, a mais fenômenos climáticos extremos como as atuais secas, o aumento dos devastadores ciclones e outras catástrofes ambientais.

Diante desta realidade urgente, some-se a nós e peça às Nações Unidas e aos governos dos países amazônicos para que atuem de modo integral e contundente, porque os incêndios, o desflorestamento e a degradação impactam não só os povos indígenas, mas toda a humanidade.

Salve a Selva junta-se à indignação internacional contra esta bárbarie.

https://youtu.be/SJMcDJpIkmU

Mais informações

Além dos incêndios, os indígenas que vivem na Amazônia brasileira sofrem inumeráveis agressões, tais como assassinatos, criminalização e outras violações graves de seus direitos como povos indígenas.

Já há razão suficiente para se criar um intenso clamor mundial em defesa da Amazônia, eis que o Presidente do Brasil – território no qual estão situados 60% da Amazônia – não assume responsabilidade e nega a existência das mudanças climáticas e do aquecimento global.

É preciso que sejam tomadas providências contra os incêndios, bem como contra outras grandes destruições perpetradas na Amazônia pelo agronegócio com base na monocultura da soja e da palma-de-óleo, ou por obras faraônicas de infraestrutura (como a terrível usina de Belo Monte) e o extrativismo mineral.

Carta

Para: Mecanismos de proteção e funcionários das Nações Unidas para Povos Indígenas

Prezada Sra. Victoria Tauli-Corpuz, Relatora Especial para Povos Indígenas,
Prezado Sr. Erik Solheim, Director Executivo da ONU-AMBIENTE,
Prezaado Sr. Ib Petersen, Presidente da Junta Executiva do PNUD,
Prezado Sr. Guy Ryder, Director da OIT,
Prezada Sra. Anastasia Crickley, Presidente da CERD,
Prezado Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS,
Prezado Sr. José Graziano da Silva, Diretor General da FAO,
Prezada Sra. Patricia Espinosa, Secretaria Executiva da CMNUCC,
Prezada Sra. Cristiana Pașca Palmer, Secretaria Executiva da CBD,
Prezada Sra. Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO,

A Amazônia é um só corpo interconectado, cuja importância é fundamental para a humanidade e para todo o planeta. Os incêndios que estão ocorrendo no Brasil, na Bolívia e no Paraguai, exigem, mais do que nunca, que se reconheça que estamos em uma situação de emergência. Não se tratam de casos isolados, e a situação se repete anualmente, aproximando-se do ponto sem volta.

Por isso, de nada servem projetos ou iniciativas que protejam somente uma parte da Amazônia, enquanto esta vai sendo destruída por outras. Para que as medidas sejam eficazes, é necessário que elas sejam tomadas em conjunto por parte dos nove países que a compreendem.

Os povos que habitam a região amazônica enfrentam, primeiro, os incêndios, e depois, as ameaças que os sucedem: desmatamento e saques, derrubada ilegal, pecuária extensiva, expansão do agronegócio com o cultivo da soja e da palma-de-óleo, projetos de extrativismo mineral, exploração de hidrocarbonetos e construção de obras de infraestrutura como rodovias, usinas hidroelétricas, hidrovias, linhas de transmissão de energia e outros.

Por isso, dirigimo-nos às autoridades das Nações Unidas para pedir mais ações eficazes para a Amazônia, em coordenação com os governos dos países amazônicos e organizações indígenas que representam os interesses dos povos diretamente afetados pelos incêndios e pela destruição da Amazônia.

Por tudo isso, consideramos urgente a imediata intervenção dos mecanismos e funcionários das Nações Unidas para Proteção dos Povos Indígenas. Subscrevo a petição internacional em defesa da Amazônia e em repúdio ao incêndio que está acabando com o planeta.

Atenciosamente

Esta petição está disponível, ainda, nas seguintes línguas:

19.401

Ajude-nos a atingir 50.000:

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