Palma de óleo ameaça patrimônio mundial da UNESCO

Protesto contra plantações de palma de óleo em Sarawak Desmatamento em prol de plantações de palmas de óleo em Sarawak, Malásia (© Bruno Manser Fonds)

Palmas de óleo estão ameaçando a única área da Malásia que é patrimônio da humanidade. Nas cercanias do Parque Nacional de Gunung Mulu, uma floresta rica em biodiversidade já foi derrubada para dar lugar à monocultura da palma de óleo. Os povos Berawan e Penan contestam o projeto que aniquilaria sua floresta e suas condições de vida.

Apelo

Para: Primeiro-Ministro da Malásia, Mahathir Mohamad; Chefe-Ministro de Sarawak, Abang Johari Openg

Por favor, revoguem sem demora a concessão para plantações de palmas de óleo no Parque Nacional de Mulu e decretem uma moratória para novas plantações.

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“Não destruam a nossa floresta! Parem de nos espoliar!”, esbraveja Willie Kajan contra os bulldozers da firma Radiant Lagoon. Porém, o chefe dos indígenas Berawan é impotente contra as máquinas que destroem a floresta na qual vive seu povo desde os primórdios da humanidade. Também os Penan nada podem fazer contra os lenhadores contratados pela firma Radiant Lagoon. Até o administrador do município, Ukau Lopeng, foi ameaçado de prisão pela polícia.

Com isso, segue avante a destruição das florestas de Sarawak, a qual, impulsionada pelo estado federal malaio já há quatro décadas, vem devastando, cada vez mais, a ilha de Bornéu. Em 2008, o então chefe-ministro Taib Mahmud outorgou a concessão para plantação de palmas de óleo à firma Radiant Lagoon. Taib é tido por corrupto, e durante os 33 anos de seu período de regência, a natureza foi permanente e inescrupulosamente saqueada.

 Agora, parece que o clã dos Taib, de novo, está tirando proveito, tendo em vista que, até 2018, 99% das quotas sociais da Radiant Lagoon pertenciam a Abu Bekir, um filho do político. Entretanto, essas quotas foram vendidas ao magnata Yee Ming Seng. Muito provavelmente, um negócio milionário.

 Segundo Bruno Manser Fonds, o desmatamento de 4.400 hectares para dar lugar às plantações já está a todo vapor. Essa loucura, contudo, pode ser contida. Se fizermos algo agora, poderemos conservar a floresta tropical dos povos Penan e Berawan.

Com esta petição, que a “Salve a Selva” e o Bruno Manser Fonds, juntos, deram início, exigimos uma moratória para novas plantações de palmas de óleo e uma paralisação imediata das derrubadas na Floresta de Mulu.

Mais informações

Carta dos povos indígenas de 17-01-2019

RE: Concessions on Lot 2,3,4 Tutoh and Apoh Land District

Dear Datuk Patinggi Abang Johari Bin Tun Hj. Openg,

We, the people of Bateu Bungan, Long Terawan and Kampung Melinau are all affected by the planned oil palm plantation of Radiant Lagoon Sdn Bhd and Formasi Abadi Sdn Bhd (Lot 2, Lot 3, Lot 4; Tutoh and Apoh Land dirstrict). Hereby, we would like to express our deepest concerns about the destruction of our forest by the mentioned companies.

The mentioned area is crucial part of our traditional land. We wish it will stay our home and the home of our children and all future generations. Since immemorial times and until today, we live in and highly depend on our beloved forest. We cannot accept it to be destroyed and transformed into a plantation. Rather than losing it, we want to protect the diversity of the surrounding of the Mulu World heritage in the Heart of Borneo. I should remain an attraction for tourists and an important ecosystem for the whole world.

We haven‘t been cosulted by the companies, although we are living here since many generations. We strongly oppose to the plantation, because it will not be good for us. We kindly ask for our native customary rights to be respected and to let us living pearcefukky and in harmony with our forest.

We hope our voices are being heard. Only if society respect our rights, we can be full citizens of this country and cpntribute to the future of it.

We are thanking you for your attention and firmly awaiting your response and action.

Yours sincerely

Carta

Para: Primeiro-Ministro da Malásia, Mahathir Mohamad; Chefe-Ministro de Sarawak, Abang Johari Openg

Exmo. Sr. Primeiro-Ministro Mahathir Mohamad,
Exmo. Sr. Chefe-Ministro Abang Johari Openg,

Perto do Parque Nacional de Mulu, a floresta tropical está sendo destruída para dar lugar a plantações de palmas de óleo. A destruição da floresta, além de estar acontecendo contra a vontade dos povos nativos Penan e Barawan, ameaça a diversidade das espécies na área vizinha, que é patrimônio mundial da UNESCO.

O governo da Malásia está descumprindo sua promessa de não derrubar florestas para dar lugar a palmas de óleo.
No entanto, não é tarde para paralisar a destruição. Por favor, revoguem imediatamente a concessão já outorgada e decrete uma moratória para novas plantações de palmas de óleo.

Por favor, apoie a luta dos Penan e Berawan e parem já com a derrubada da singular floresta tropical de Mulu.

Cordialmente

Esta petição está disponível, ainda, nas seguintes línguas:

208.429

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