Não é possível! Ainda mais carne bovina da América do Sul?

Bois em um caminhão Pastos bovinos em vez de matas – a natureza é destruída para que se coma carne (© bellito / istockphoto.com)

A EU continua fazendo pressão por comércio danoso ao meio-ambiente. Se for aprovado um tratado de livre comércio com os estados do MERCOSUL, ainda mais carne sul-americana entrará no mercado europeu. Florestas úmidas e secas seriam substituídas por enormes pastos. Por favor, proteste conosco: nada de livre-comércio com o MERCOSUL.

Apelo

Para: À Comissão Européia e aos governos dos Estados-Membros da UE

Não à entrada de mais boi sul-americano na UE!

Abrir a petição

O ponto central do tratado com o MERCOSUR é que  Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai querem vender para a UE mais carne de boi e frango, açúcar e etanol. Isso dá ainda mais impulso para a expansão da agricultura, com conseqüências desastrosas para as pessoas e o meio-ambiente.

A quota de importação de carne bovina pa UE deve subir. Em vez das atuais 70.000 toneladas, falava-se de 90.000 no início de março, sendo que os estados do MERCOSUL exigem que a quota suba para 200.000.

Quotas mais elevadas conduzem, sem dúvida, a uma ampliação da produção de carne. Para a criação de pastos adicionais e para o cultivo de soja, seriam destruídos mais matas e savanas, como o cerrado. Mais gases do efeito estufa seriam liberados, onerando o clima. Com o aumento da concorrência na Europa, haveria uma guerra de preços no varejo, em prejuízo de uma agricultura orgânica e do bem-estar dos animais.

A intensificação da agropecuária frequentemente prejudica a população.Assim é que, na América do Sul, campos de soja são pulverizados, por via aérea, com glifosato, nebulizando, com isso, vilarejos. Em algumas plantações de cana-de-acúcar, pessoas trabalham como escravos. Pela expansão dos pastos, indígenas e pequenos lavradores são expulsos.

O tratado UE-MERCOSUL não se limita à quotas de importação e a tarifas alfandegárias, mas se estende a “obstáculos não-tarifários ao comércio”, isto é, padrões relativos ao meio-ambiente e aos direitos dos consumidores e trabalhadores. O tratado, por exemplo, deve facilitar a entrada de açúcar na UE, de modo que campanhas de saúde contra excesso de acúcar em doces e bebidas poderiam ser dificultadas ou até impedidas.O mesmo vale para plantas geneticamente modificadas e pesticidas.

Esse tratado é altamente perigoso, não podendo ser concretizado. Por favor, assine nossa petição.

Carta

Para: À Comissão Européia e aos governos dos Estados-Membros da UE

Exmas. Sras. negociadoras, Exmos. Sres. negociadores,

A UE almeja fechar um tratado comercial com os estados do MERCOSUL. O objetivo do tratado é a facilitação de exportações de produtos sul-americanos para a Europa, tais como carne de boi e de frango, açúcar e etanol. Diretamente correlacionado a isso está uma intensificação da agropecuária, com conseqüências negativas para a natureza e a população rural.

Nós enxergamos os seguintes perigos:

- a crescente intensificação da agropecuária na América do Sul está frequentemente ligada a conflitos agrários e violações de direitos humanos, incluindo trabalho escravo. Em decorrência do uso indiscriminado de pesticidas como glifosato, a saúde de muita gente é colocada em risco;

- regramentos atinentes a obstáculos não tarifários ao comércio ameaçam padrões europeus de meio-ambiente, bem como a direitos dos consumidores e dos trabalhadores. O princípio da precaução – ancorado no direito comunitário europeu – é pressionado, princípios democráticos são traídos.

Com negociações feitas a portas fechadas, a Comissão Européia, aparentemente, segue a mesma estratégia usada nos acordos TTIP e CEPA, contra os quais milhões de cidadãos protestaram. Parece que a UE não leva estas críticas a sério, perseguindo, com o acordo com o MERCOSUL, uma política comercial prejudicial à saúde das pessoas dos dois lados do Atlântico.

Por favor, parem com esse tratado.

Cordialmente

Por favor assine

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