“Não queremos abacaxi no parque nacional!”

Odey Oyama à frente de uma plantação de abacaxi Odey Oyama luta contra plantações de abacaxi no Parque Nacional Cross River (© Mathias Rittgerott/Rettet den Regenwald)

No Parque Nacional Cross River na Nigéria deveria crescer uma densa floresta. Mas a empresa Dangote desmatou áreas de floresta tropical para estabelecer plantações de abacaxi. O ambientalista Odey Oyama acusa a empresa de violar a lei nigeriana: “As plantações têm que desaparecer do parque nacional!”

Carta

Para: o Banco Mundial e a International Finance Corporation

A empresa Dangote destrói o Parque Nacional Cross River na Nigéria para plantações de abacaxi. O Banco Mundial não deve conceder um crédito à Dangote.

Abrir a petição

Odey Oyama descobre troncos recém-abatidos e uma serração na margem de uma plantação de abacaxi. Para ele é óbvio: a empresa continua a desmatar e expandir as plantações. “É proibido estabelecer uma fazenda dentro de um parque nacional”, diz o ambientalista.

O Parque Nacional Cross River é um pedaço de terra especialmente rico em biodiversidade. Desde 1989 o parque tem protegido o espaço vital de colobos, mandris e elefantes-da-floresta. Com sucesso: enquanto a Nigéria quase perdeu toda a sua floresta, aqui podia ser conservada até agora.

Mas o parque está em perigo: na sua margem Sul empresas receberam concessões e estabeleceram plantações, na maioria das vezes para óleo de palma. A empresa Dansa joga um papel especial: ela produz suco, entre outras frutas de abacaxi. A Dansa faz parte do império de Alhaji Aliko Dangote. Com 25 bilhões de dólares, ele é o homem mais rico da África, devido ao seu sucesso na indústria do cimento. As plantações de abacaxi de Dangote são parte de um negócio que movimenta milhões. Em nenhum lugar do mundo, tais plantações cobrem mais espaço do que na Nigéria: 182 mil hectares. Segundo uma notícia de jornal, Dangote obteve concessões de mais de 75 mil hectares. O problema: uma concessão fica completamente dentro do parque nacional, uma outra em parte.
Por escrito, a empresa rejeita todas as acusações de desmatar no parque nacional e ameaça processar Odey.

Dangote está atualmente tentando financiar a construção de uma refinaria de petróleo, que custa 11 bilhões de dólares americanos. Para o projeto ele pediu um crédito da filial do Banco Mundial, a International Finance Corporation IFC.
“O Banco Mundial tem que rejeitar-lhe o crédito até que as plantações de abacaxi desapareçam do parque nacional”, exige Odey Oyama. Por favor, apóiem esta exigência com a sua assinatura.

Mais informações

No ano de 2014, mais que 25 milhões de toneladas de abacaxi foram colhidos. O maior produtor de abacaxi é a Costa Rica, seguida pelo Brasil e as Filipinas. A Nigéria está no sétimo lugar. Porém, nenhum país cultiva abacaxis numa área maior do que a Nigéria. Em 182 mil hectares de plantações, colhem-se 1,5 milhões de toneladas. A produtividade é bem menor do que em muitos outros países.

Geralmente, produtores de abacaxi aplicam grandes quantidades de agrotóxicos, muitas vezes em combinações altamente perigosas. Os químicos não são um grande problema para os consumidores, mas os trabalhadores nas plantações sofrem severamente com as consequências.

Petição

Para: o Banco Mundial e a International Finance Corporation

Excelentíssimo Senhor Presidente do Banco Mundial Jim Yong Kim,
excelentíssimo Senhor Vice-Presidente Executivo da IFC Jon-Yong Cai,
prezados senhores e senhoras,

o grupo Dangote da Nigéria depende do apoio da International Finance Corporation para os seus investimentos.

Ambientalistas acusam a empresa Dansa, uma filial do grupo Dangote, de ter estabelecido plantações de abacaxi no parque nacional Cross River, uma das últimas florestas tropicais da Nigéria. Isto seria uma violação da legislação nigeriana. Os ambientalistas exigem da Dansa que se recue da zona protegida, que respeite os limites dela e que compense os danos provocados nas florestas tropicais. O pedido ascende a cerca de 300 milhões de dólares americanos.

Por favor, não concedam créditos ao grupo Dangote e às filiais dele até que estes pedidos não tenham sido cumpridos.

Com os meus sinceros agradecimentos

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