BP prejudica o Cerrado do Brasil e ameaça a Floresta Tropical
Desde 30.09.09 63 pessoas participaram nesta ação de protesto
El oso hormiguero vive en el Cerrado brasilero
Por cem anos de registros jubilosos, a BP venceu como nunca antes. Com o caixa cheio, a terceira maior empresa petrolífera do mundo amplia suas ofertas e quer sempre mais para ser a abastecedora de energia comum. Em seu caminho para o topo, a BP não mede conseqüências, como a perfuração do último jazigo petrolífero de areias betuminosas canadense ou em investimentos de combustíveis a base de plantas, tomando o espaço vital das pessoas, dos animais e das vegetações nativas.
As conseqüências dos agro combustíveis são especialmente visíveis no Brasil: Segundo o Presidente Lula da Silva, o pais encontra-se como a ‘‘Arábia Saudita do sul verde’’. Aqui as empresas vão encontrar as condições ideais para o investimento em grandiosas plantações de monocultura e em instalações industrias para investimentos em energia de campo. Aqueles que sofrem são as Florestas Tropicais, os recursos hídricos, o solo e os habitantes, que são privados de seus meios de subsistência. E tudo isso sob o pretexto da proteção climática do ‘‘Bio- álcool’’. Isto também atraí naturalmente a BP. A Ölmulti quer investir 4 milhões de Euros na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar. Duas fábricas gigantescas de etanol com uma capacidade anual de 435 milhões de litros respectivamente pertencem à ela.
No Estado de Goiás, sudoeste de Brasília, encontra-se a Tropical Bioenergia, aquisição brasileira da BP. A empresa estabeleceu um complexo industrial no meio do coração do Cerrado, no Estado de Goiás, em setembro do ano passado. A plantação de cana-de-açúcar disparou como a proliferação de cogumelos no chão – principalmente às custas da produção de alimentos. Enquanto a frente da criação de gado e dos produtores de soja foram empurrados mais a norte do Cerrado e áreas de Florestas Tropicais, o deserto de cana-de-açúcar estende-se 458.000 hectares em Goiás. Aproximadamente 60.000 hectares pertencem à refinaria de etanol da BP. Um fim do deslocamento do processo não está em pauta.
O lobby da BP está em pleno andamento: Nos Estados Unidos, as companhias fazem as revogações das tarifas de importação já existentes sobre o etanol brasileiro extremamente rígidas. Na Europa o etanol também será mais facilmente introduzido. A União da Indústria de Cana-de-açúcar UNICA abriu as portas a anos para a Comissão e para o Parlamento Europeu, abrindo caminho ao continente para a suposta energia doce. Seu anúncio tem sucesso: Em maio de 2008, a chanceler Ângela Merkel comemorou no Brasil a assinatura do acordo energético Brasil-Alemanha. Os políticos alemães sucumbiram ao estímulo populista do agro combustível.
Gás combustível a partir do campo: Por isso a BP faz esta agitada publicidade e gaba-se de estar sendo uma protetora do meio-ambiente. Na Alemanha, onde a BP opera 2.400 postos de gasolina da Aral e a marca Castrol, o etanol é misturado à gasolina e vendido para automóveis. Isto melhora o equilíbrio climático local, porém, os Cerrados e Florestas Tropicais do Brasil ficam em chamas por conta deste etanol e a BP permanece fiel ao seu lema de aniversário: 100 anos de Empresa atuando à frente.