“Temos que defender-nos a tempo contra a destruição da floresta tropical e a privação dos direitos dos pequenos lavradores. Quando capitalistas internacionais como o banco mundial têm a ideia de fomentar a produção de óleo de palma em Peru, uma destruição de grande dimensão deste único ecossistema quase não pode ser parada“, avisa o padre Mario Bartolini.
O olhar de Bartolini abrange as plantações de óleo de palma adjacentes do Grupo Romero da região amazônica San Martin. A empresa familiar é uma das companhias mais poderosas de Peru e possui entre outras coisas o banco maior do país. Na crescente demanda do óleo de palma, causada também pelas subidas quotas de mistura do assim chamado combustível ecológico na Alemanha, o Grupo Romero vê um novo modelo de comércio. Desde 2009 subsidiárias do grupo de empresas ampliam as plantações de óleo de palma na bacia do Amazonas em Peru. Receberam as concessões para as plantações do governo central em Lima numa ação obscura à socapa.
Desde então, quase 10.000 ha da selva já foram desflorestados. Os serviços responsáveis assim como a população no local não foram informados de antemão sobre a venda de terra ao Grupo Romero. Este procedimento vai contra o direito nacional e internacional.
As plantações de óleo de palma não só são acompanhadas da destruição da floresta tropical, mas também da expulsão e privação dos direitos dos pequenos lavradores residentes. Pior afetada está até agora o município de Barranquita, cujos habitantes foram em parte expulsos de sua terra e deste modo despojados de sua base de vida. Na terra onde ficam hoje as plantações os pequenos lavradores exploravam antigamente agricultura e pecuária. Além disso, o emprego intenso de pesticidas e herbicidas contamina a água e o solo da região. Uma repetida exploração duradoura e agrária desta área também não é possível a longo prazo. Pequenos lavradores e revisores do governo regional que protestam são mantidos afastados das plantações através de empregados de segurança armados até aos dentes.
Os habitantes de Barranquita não querem suportar sua expulsão e a privação de seus direitos sem oposição. Por isso eles organizaram-se e fundaram o “Grupo Vida y Medio Ambiente“ para a proteção de seu meio ambiente e seus direitos.
Salve a Selva quer apoiar os pequenos lavradores de Barranquita em sua luta pelo meio ambiente e pelos direitos humanos. Para isso pedimos sua doação.